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Pecuarista está ganhando mais com engorda em boitel em 2020 do que em 2019

Giro do Boi 31/07/2020 11h15

Pecuarista está ganhando mais com engorda em boitel em 2020 do que em 2019

Mesmo com um cenário mais desafiador do ponto de vista de custos de produção, a margem do pecuarista com a engorda em boitel neste ano está maior do que foi em 2019.

"No Mato Grosso, por exemplo, quase 90% da safrinha já foram colhidos e, no Brasil como um todo, em torno de 52% da safra já estão colhidos. Os preços não baixaram muito. Hoje o milho futuro na bolsa, no mercado de São Paulo está na casa de R$ 50,00. A energia se tornou mais cara, a polpa cítrica também devido ao fator da exportação. Essa oscilação do dólar favoreceu muito a exportação dos insumos para o mercado externo e o custo de engorda no cocho ficou mais caro. Porém o spread do boi gordo, com essa valorização, na soma deste pacote todo, o pecuarista está ganhando mais dinheiro nos boiteis em 2020 do que no ano de 2019", revelou o gerente dos Boiteis JBS, José Roberto Bischofe Filho.

O cenário animou o pecuarista mesmo em um período atípico, conforme celebrou Bischofe. "Esse ano de 2020 ele vem sendo bem diferente. Tem a crise do vírus, muita instabilidade no primeiro semestre, mas o mercado do boi ficou firme, os preços de insumos ficaram num patamar bacana e, no pacote geral, neste segundo semestre agora o pessoal está bastante otimista e com bastante procura pelos boiteis", disse ao Giro do Boi desta terça, 28,

Mais do que a margem da operação, Bischofe ressaltou os benefícios em produtividade e qualidade que a terminação em cocho oferece aos produtos. "O importante é que nós vimos que nesses últimos anos a procura pelo boitel aumentou pela busca por esta mercadoria de qualidade, que é um gado mais novo, mais bem acabado, com cobertura de gordura. E os prêmios vêm trazendo aos nossos amigos pecuaristas bastante vantagem neste negócio também", acrescentou.

Conforme explicou Bischofe, os produtores que engordaram gado nos boiteis da companhia nesta entressafra tiveram, na operação específica, uma margem que chegou aos R$ 400,00 por cabeça nas oito arrobas engordadas, sendo um custo de produção de R$ 170,00/@ e com a arroba do boi gordo sendo comercializada, em SP, por exemplo, por R$ 220,00. Em outras praças com custo de insumos menor, como é o caso do MT, a margem pode ser maior.

O gerente listou as unidades dos boiteis da companhia à disposição do produtor em Rio Brilhante e Terenos-MS, Castilho e Guaiçara-SP e Nova Canaã do Norte e Lucas do Rio Verde-MT, em que todas oferecem ao produtor as opções de negócio na diária, parceria, arrobas engordadas ou ração por kg. O contato do produtor interessado por ser feito pelo e-mail confinamento@jbs.com.br.