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As notícias que você precisa saber agora para começar bem a sexta-feira

Canal Rural 09/10/2020 10h26

As notícias que você precisa saber agora para começar bem a sexta-feira

  • Boi: arroba comum chega a R$ 260 em São Paulo, diz Scot Consultoria

  • Milho: saca supera os R$ 70 na B3

  • Soja: preço se estabiliza em R$ 160 no aguardo do USDA

  • Café: arábica engata terceira alta consecutiva em Nova York

  • No Exterior: Donald Trump volta atrás sobre estímulos e pode animar mercados

  • No Brasil: vendas do varejo atingem maior patamar em 20 anos

Agenda:

  • Brasil: IPCA de setembro (IBGE)

  • EUA: relatório de oferta e demanda mundial de grãos (USDA)

  • Brasil: desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso (Imea)

Boi: arroba comum chega a R$ 260 em São Paulo, diz Scot Consultoria

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os bovinos destinados ao mercado interno registraram alta nas cotações e passaram de R$ 257 para R$ 260, preço bruto e à vista. A alta diária foi de 1,2%. A consultoria registrou elevação dos preços em 21 das 32 praças pesquisadas. Para o mercado chinês, o ágio segue se estreitando e as ofertas de compra estão em R$ 262.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo para novembro e dezembro se aproximaram de R$ 270 por arroba. Os vencimentos tiveram ajuste em R$ 268,70 e R$ 268,45, respectivamente.

Milho: saca supera os R$ 70 na B3

Os contratos futuros da saca de milho superaram os R$ 70 na Bolsa Brasileira (B3). O vencimento para novembro, o mais líquido atualmente, subiu 2,22% e o ajuste passou de R$ 69,42 para R$ 70,96. Para janeiro de 2021, foi de R$ 69,53 para R$ 71,23. Por fim, para março de 2021, subiu de R$ 69,58 para R$ 70.

O indicador do Cepea para o milho em Campinas (SP) renovou o recorde histórico e passou de R$ 67,26 para R$ 67,55. No mês, o indicador já acumula uma alta de 6% e no ano de 38,9%.

Soja: preço se estabiliza em R$ 160 no aguardo do USDA

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as negociações no mercado físico brasileiro de soja tiveram mais um dia de "negócios pontuais e cotações regionalizadas". Os compradores e os vendedores aguardam o relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com a escassez da oleaginosa no Brasil, o produtor foca no plantio da nova safra.

Em Passo Fundo (RS), a saca recuou de R$ 159 para R$ 158, em Cascavel (PR) ficou em R$ 160, enquanto que em Rondonópolis (MT), passou de R$ 162 para R$ 163. O indicador do Cepea para o porto de Paranaguá (PR) passou de R$ 159,22 para R$ 159,88 e renovou o patamar recorde.

Café: arábica engata terceira alta consecutiva em Nova York

As cotações do café arábica engataram a terceira alta consecutiva na Bolsa de Nova York. O contrato para dezembro subiu 0,59% e tenta se manter acima do nível de US$ 1,10 por libra peso. Dessa forma, o mercado segue tentando uma recuperação técnica após atingir a mínima de dois meses nos primeiros dias de outubro.

Os indicadores do Cepea para o café arábica e para o robusta apresentaram valores maiores na passagem do dia. O primeiro foi de R$ 533,47 para R$ 538,09 por saca, enquanto o segundo foi de R$ 391,14 para R$ 393,16.

No Exterior: Donald Trump volta atrás sobre estímulos e pode animar mercados

Em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que as conversas entre Casa Branca e Congresso estão de volta e existem boas chances de o acordo ser fechado. O presidente se referia especificamente a ajuda em dinheiro para os trabalhadores e o socorro às companhia aéreas. A declaração pode ser considerada um recuo de Trump, pois, nesta terça-feira, 06, ele havia anunciado que o acordo ficaria para depois das eleições em 3 de novembro.

No Brasil: vendas do varejo atingem maior patamar em 20 anos 

As vendas do varejo cresceram 3,4% em agosto, na comparação com julho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quarta alta mensal seguida, após as fortes quedas de março e abril em virtude da pandemia. Com este resultado, o setor atingiu o maior patamar em 20 anos e ficou 2,6% acima do recorde anterior, em outubro de 2014.

O dado corrobora a expectativa de retomada da economia brasileira em ritmo expressivo. Porém, ainda há dúvidas se o setor conseguirá se manter firme após o fim do auxílio emergencial.