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Tem DVD novo de Matheus & Kauan chegando aí!

Dani - Viola Show | Fonte: Universal Music 20/03/2019 14h26

Tem DVD novo de Matheus & Kauan chegando aí!

"Tem Moda Pra Tudo" celebra as sete artes e o empoderamento feminino

Se a música já fazia parte do filme mesmo quando o cinema ainda era mudo, por que não fazer da canção um pretexto para celebrar todas as outras artes, inclusive a sétima arte? Quinto álbum da dupla goiana Matheus & Kauan, "Tem  Moda Pra Tudo" chega às rádios, emissoras de TV e plataformas digitais a partir de 22 de março, com um planejamento para manifestar seus acordes em todos os campos culturais: o teatro, a dança, a poesia e o próprio cinema.

No dia 20/03, a dupla apresentou o DVD, exclusivamente para fãs e convidados, em seis salas de cinema do Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Curitiba.

Nascidos em Itapuranga, no interior de Goiás, os irmãos estão na estrada desde 2010 e têm protagonizado hits relevantes no novo cenário sertanejo da música brasileira, inclusive pela presença de Matheus como um dos compositores de maior sucesso hoje em criações interpretadas por outras estrelas do gênero.

A ideia é incluir alguma moda de Matheus e Kauan em algum espetáculo teatral, em cartaz na cidade. Na Literatura de Cordel, os dois também farão inserção, destacando a força do Nordeste na trajetória da dupla.

Ainda tem poesia, mesclando rimas e versos com alguma canção de Matheus & Kauan. Na Dança, para suar a camisa e fazer coreografia em uma das canções. Na moda, a parceria quer se exibir para as revistas da área, desfile e conversas. E ainda haverá um bate papo com jornalistas, num canto deles, o Espeto , no Jardins. Nas mesas, um menu  especial como pede a ocasião.

"Tem  Moda Pra Tudo"  conta com grandes participações de Jorge e Mateus e Gusttavo Lima, a começar por Marília Mendonça, figura emblemática em um repertório de 12 faixas que em boa parte celebra a mulher da nova era, pronta para fazer valer seus anseios e metas.

Da guarânia ao sertanejo da sofrência, as baladas confirmam a chance de a gente se divertir na dor e de chorar sorrindo, sem poupar emoções muito autênticas e até exageradas, quando vistas à distância.

Confira, a seguir, o que nos reserva cada uma das músicas, sempre tomando como referência o tom visceral desfilado pela interpretação cadenciada de Matheus e Kauan.

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Vou Ter que Superar (participação de Marília Mendonça)

A canção aborda o caso de um amor perdido e a dor de vê-la nos braços de outro, sob as curtidas das amigas nas redes sociais. Diz a letra: "Fui bobo, imaturo demais, deixei escapar entre meus dedos (...). Se eu pudesse tentava de novo ter você aqui..." Resta a esperança de ver o tempo curar essa ferida...

Não pedi pra me amar

"De novo você me pergunta como foi gostar de mim / Eu não tenho culpa se o seu corpo adora o meu colchão, sou sua única opção entre o juízo e a razão. / Eu não pedi pra me amar, não pedi pra trazer roupa pra minha casa, não insisti pra me beijar na boca, e agora, como é que para? Não para." Aí está outra música pronta para gerar identificação em qualquer ouvinte, sem perder a ternura e a capacidade de se divertir com a chamada sofrência, que delícia que é cantar esse sentimento.

Quarta Cadeira (participação de Jorge e Mateus)

E então o sujeito olha para o novo namorado da ex e pensa que ele há de sofrer como ele e outros tanto já sofreram. Esse é o fio da meada desta canção, que diz claramente: "Esse frio na barriga já me pertenceu. / Esse só está te amando desse jeito porque ainda não te conheceu direito. / Mas o fim dessa história é sempre o mesmo: ela vai te dar sorrisos durante o beijo, você vai gostar, vai planejar a vida deitado em seu peito, você vai acreditar, vai usar o mesmo beijo que usou pra te ganhar, pra se despedir sem se explicar." A letra conta que em uma mesa com quatro cadeiras, três já foram enganados e você será o próximo. Que sina! "Não adianta se iludir".

Pedacim de noite

Bastou uma noite para você se apaixonar. De novo: quem nunca? Mas aqui, nem de ser iludido o cara pode acusar a moça. Ela bem que avisou que não havia compromisso. Convém reparar na inversão de papéis ditada pela primavera feminista. Se antes isso parecia atitude masculina, agora são as mulheres que previnem os homens sobre suas aventuras: "Você deixou bem claro que era só mais um encontro avulso, ninguém aqui queria sentimento, mas a gente mandou bem no escuro", eles cantam, para continuar: "Como é que fica se eu preciso ir, me diz como é que eu vou me levantar dessa cama e sair, se o problema dorme aqui? / Bastou um pedacinho de noite pra eu me apaixonar (...)" Pobre rapaz.


Tem moda pra tudo

Batiza o DVD com todas as bênçãos que um trabalho bem criativo merece. "Meu coração perguntou por você, mas eu não soube dar uma resposta, faz tanto tempo que a gente não topa, ela tá por aí e eu tô por aqui, com as cachaça de sempre na mente", avisa o cancioneiro, que clama: "Tem moda pra beber, tem moda pra chorar, tem moda pra tudo, só não tem pra desapaixonar. / Tem moda pra sofrer, tem moda pra voltar, então como é que eu faço pra esquecer de lembrar..." Aí está mais um desesperado pela cura de uma paixão que ficou.

Baixinha

O que fazer quando o homem, tão cheio de si, se vê dominado pelo que ele acreditou ser o sexo frágil, que de frágil, nada tem. Essa balada vai muito bem nesta canção, que avisa: "Baixinha, folgada, quer dominar a casa, ligeira, se acha, quer controlar minha cachaça, já quer podar minhas baladas. / Se acha que eu vou aceitar, vou não, vou não... Vou sim. / Não tem nem tamanho de gente, já lotou meu coração... / Tá ficando gigante o amor, essa pequena tá mandando em mim. Tá não, tá não... Tá sim."

Ô, se tá.

Bebeu, lembrou

Sabe aquela brincadeira que diz: "Se beber, não tuite", porque seus instintos podem dominar seu raciocínio e tornar suas fragilidades públicas, por meio das redes sociais? É mais ou menos isso que acontece nesta música. "Arrumou outro pra se iludir, mas não adiantou (...) Bebeu lembrou, chorou ligou, são as saudades que você não evitou. Bebeu lembrou, chorou ligou, essa chamada o coração não completou, você nem vai ouvir o meu alô."

Mágica (participação de Gusttavo Lima)

Quanto custa abrir mão de uns para ganhar outros? Diz a canção: "Eu já perdi muitos amigos por causa de você (...) Se quer saber se me arrependo, eu não. Se troco essa nossa vida? Troco não. E longe de você é tudo mais ou menos: se eu ganhar o mundo sem você, eu tô perdendo." A letra ainda roga praga para outros parceiros: "O fim de semana na boate e ninguém te satisfaz. / E ninguém faz a mágica que você faz no meu corpo.

Anticorpos

Tudo é uma questão de dosagem, mas quem controla o amor? "Se eu já tivesse superado esse negócio, se contra você, coração, tivesse anticorpos, não perderiam de me embriagar com promessas tão vazias", diz a letra. "Se eu tivesse te beijado um pouco menos e me afastado um pouco mais, talvez essa saudade pegaria um pouco mais leve./ Se eu entendesse que pra mim você não serve". E uma boa frase para consolar corações preteridos: "O coração achou de você morar, mas foi só visita".

Consórcio

A canção dá a dimensão da relação aqui presente: "Você se arruma pra me encontrar, bem calculado o que vai falar, que ama, tem saudade e jura que eu sou sua metade, ah, tá. / Você tem quantas partes, fala pra mim, e pra metade da cidade, ah, tá, como eu queria que fosse verdade. Sua boca não é só minha (...)  Você dorme um dia aqui e seis na rua, e dividir você, pra mim não é negócio, isso não é amor, e consórcio."

De novo, é bom notar como os comportamentos antes masculinos aqui se traduzem na nova mulher empoderada, recém-descoberta por reflexões e atitudes do universo feminino. Viva!

Estabelecimento

Vamos priorizar o cliente mais assíduo? Este, da canção, pede atenção: "Cadê a consideração com seu cliente? / Desse jeito vou ter que chamar o seu gerente. / Como assim, 'a cerveja acabou'? / Pode chamar de volta o cantor, que eu sou fã, nunca vi um bar baixar as portas tão cedo, às 7 da manhã, como é que você quer fechar o estabelecimento, agora que meu sofrimento está em alta, respeito pelo que já bebe aqui  faz tempo, senão vou manar te demitir por justa causa.

Cerveja, sal e limão

Trata-se de uma ode ao prazer do relaxamento, ao esquecimento da obrigação, mas não da dor de amor, isso jamais! "Eu já perdi a noção do tempo, hoje eu não fui trabalhar e nem pretendo amanhã, que até agora eu não descobri quantas notas eu vou precisar pra te tirar de mim e aceitar o nosso triste fim."