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Garoto ia para escola nos Estados Unidos a cavalo

Viola Show I Fonte: Cavalus 15/02/2019 10h07

Garoto ia para escola nos Estados Unidos a cavalo

Garoto ia para escola nos Estados Unidos a cavalo

Estudar sempre foi uma diversão para o adolescente Roby Burch

Quando era mais novo, Roby Burch viralizou. Tudo porque fazia o percurso de mais de sete quilômetros com seu cavalo de casa em Gladwyne até a escola em Haverford, no estado da Pensilvânia. Todos os jornais locais contaram a história curiosa do garoto na época.

Imagina se essa moda pega? Seria legal, né? E o mais interessante ainda, é que enquanto Burch ficava em sala de aula, seu amigo de quatro patas descansava no curral construído especialmente para ele ao lado do estabelecimento de ensino. O espaço exclusivo para o cavalo foi criado com autorização da diretoria do colégio.

Mesmo que fosse uma forma de se deslocar pela cidade um tanto quanto inusitada, o garoto nunca se importou com o que as pessoas falavam. Seu companheiro ainda é seu cavalo Jet, da raça Percheron, e a ideia de ir para a escola a cavalo surgiu após uma conversa com o pai no rancho da família em Montana a respeito de como tudo tinha mudado desde a antiguidade.

"Eu ia a pé para escola desde que minhas irmãs entraram para a faculdade e certa vez andei todo o percurso com uma neve espessa no caminho. Entre outros, esse foi um dos motivos para eu escolher começar a ir a cavalo para as aulas. É um meio de locomoção que sempre foi usado nos tempos mais remotos", contou em 2010, época em que todos ficaram sabendo dessa notícia.

Roby Burch

Roby hoje já mais crescido mas ainda utilizando seu amigo para se locomover. Foto: Haverford School


Montando desde os quatro anos, o pai confiava totalmente na experiência dele. Claro que algumas dicas tiveram que ser passadas, como sempre esperar para atravessar, prestar atenção em carros, pessoas com bicicleta e pedestres. Outro modo de oferecer segurança foi escolher um cavalo alto e forte, como são os Percheron.

Até se formar, ele fazia esse percurso em 40 minutos para ir e 30 minutos para voltar para casa. Quando apresentou sua ideia à escola, teve total apoio do diretor. Inclusive, a baia em que Jet ficava alojado enquanto Burch estava em horário de aula era ao lado da casa do diretor. "Antes de ir para aula, abastecia Jet com feno e água todos os dias. E também deixava a baia limpa antes de voltar para casa".

Burch, que tem ligação com os cavalos por causa de toda família, todos montam em sua casa, despertou também o interesse por esse animal em seus colegas de turma. "Todo mundo, no intervalo das aulas, curtia ir até a baia comigo, verificar se estava tudo bem".

Além de todos os benefícios, ele cita um que foi essencial em todo esse tempo: "Me ensinou a não ter pressa. O tempo que levava para chegar fazia com que eu contemplasse o amanhecer, organizasse ideias e pensasse sobre o que eu ia fazer naquele dia. A caminho de casa, eu refletia sobre o meu dia na escola".

Agora, ele acabou de se formar. Talvez por todo apoio que recebeu da escola, conta que levará para toda sua vida as lições aprendidas em Haverford. "A escola me ensinou como ser uma versão melhor de mim mesmo. Mais do que tudo, o que tiro de Haverford é a importância de estar presente. Sempre recebemos incentivo e todos farão parte da minha vida eternamente", finalizou.

Burch segue os passos do pai em outra questão. Abriu, aos 16 anos, sua própria empresa. A Blue Truck trabalha com serviços de marceneiro. Inclusive, ganhou um concurso de empreendedorismo, Summer Entrepreneurial Fellowship. O prêmio foi uma bolsa para ajudar no ponta pé inicial do seu negócio. Com os cavalos, ele prefere mesmo a companhia para se locomover.